Ação: INC Comunicação

Job: “Conduzindo Minha Vida” – captação de recursos financeiros, elaboração de proposta comercial, condução e orientação de contratos, criação e produção de gibi temático, folders didáticos, banners, impressos em geral.

Cliente: Centro de Investigação Imonológica Centro dr A. C. Corsini

Público-alvo: Cerca de 4.500 funcionários da Transurc – associação das empresas de ônibus urbano de Campinas e região metropolitana.

Período: de junho de 2007 a fevereiro de 2008.



Empresas implantam programa Conduzindo Minha Vida; funcionários recebem informações sobre prevenção à aids e outras doenças sexualmente transmissíveis


O Centro Corsini de Investigação Imunológica foi contratado pelas cinco concessionárias que operam o transporte coletivo em Campinas – VB Transportes e Turismo, Itajaí Transportes Coletivos, Coletivos Pádova, Expresso Campibus e Onicamp Transporte Coletivo -, além da Transurc, Rápido Luxo Campinas e VB Cargas, para iniciar uma ação de prevenção e educação sobre hepatites, dst e aids junto aos funcionários, colaboradores e estagiários dessas empresas. A ação, denominada Conduzindo Minha Vida, começou no final de novembro e se estende até fevereiro de 2008.

Esse programa, desenvolvido pelo Corsini, prevê a aplicação de palestras, barracas educativas e distribuição de preservativos, folders e gibi específico sobre o tema em todas as garagens das empresas. “A melhor prevenção contra as hepatites virais é a informação. O diagnóstico e o tratamento precoces evitam a transmissão da doença e sua evolução para a cirrose hepática e até o câncer de fígado”, diz a coordenadora da campanha dra. Silvia Bellucci, diretora técnica do Centro Corsini.

Todos os mais de 4.700 funcionários (principalmente motoristas e cobradores), além de seus familiares receberão materiais específicos. Para atender a demanda, o Centro Corsini realizou uma pesquisa nas empresas, entrevistando seu público-alvo e assim pôde traçar uma estratégia de comunicação direta. “As concessionárias estão desenvolvendo vários trabalhos juntos aos seus mais de 4 mil funcionários. Esse trabalho, de cunho educativo, é importantíssimo pois muitas pessoas ainda desconhecem os modos de transmissão das doenças sexualmente transmissíveis. Também desconhecem que as hepatites vêm ganhando bastante terreno nos últimos tempos”, argumenta Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc).

Avanço das hepatites

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que no mundo, 325 milhões de pessoas sejam portadoras do vírus da hepatite B e 170 milhões da hepatite C. Em relação ao Brasil, a estimativa é de 2 milhões para hepatite B e 3 milhões para a hepatite C. No estado de São Paulo a prevalência de portadores crônicos de VHB é cerca de 2% e a de portadores do VHC é cerca de 1,5%. Sendo assim, poderíamos estimar em 20.000 o número de portadores de hepatite B e em 15.000 o de portadores de hepatite C na cidade de Campinas.

Para a dra Silvia Bellucci, o sucesso do Brasil no combate à aids demonstrou ser possível diminuir o número de pessoas infectadas pelo HIV. “Como os vírus das hepatites se transmitem da mesma forma, o Programa Nacional de HIV do Ministério da Saúde está envidando esforços para que também se consiga diagnosticar e tratar os portadores e assim diminuir a incidência desse número que afeta milhões de pessoas no Brasil”.

Em 2006, a rede pública de saúde de Campinas notificou cerca de 250 casos de hepatite C. Porém, esse número é pequeno em relação ao volume de casos estimados, já que as infecções são insuficientemente notificadas, sendo muitas vezes assintomáticas. Há um ano, o Centro Corsini atende às hepatites virais. A interface com a Secretaria Municipal de Saúde se dá por meio do Programa Municipal de DST/aids, que é também o Centro de Referência para Hepatites Virais na cidade.

A hepatites B e C podem ser transmitidas por agulhas contaminadas, pela via sexual (principalmente no caso da Hepatite B), compartilhamento de objetos de higiene pessoal (alicates de unha, lâminas de barbear, escova de dente), tatuagens e piercings, procedimentos cirúrgicos e odontológicos, de manicura e acupuntura, além de transfusões de sangue sem realização de testes de detecção (antes de 1993).

As hepatites B e C podem ser prevenidas evitando-se o compartilhamento de agulhas, alicates de unha, lâminas de barbear, escova de dente, pela esterilização adequada de instrumentos de manicure, odontológicos e cirúrgicos. No caso da hepatite B, o uso de preservativo e a vacinação são instrumentos importantes de prevenção. Não existe ainda vacina para a hepatite C.